
Que Hillary Clinton vence as primárias da West Virginia.
Apesar da contundente vitória que se espera, será muito difícil que signifique alguma coisa para além da extrema popularidade que o seu marido goza naquele Estado. As primárias estão na recta final, a vantagem de Barack Obama é muito grande e a tendência de voto dos superdelegados começa a confluir com as aspirações do Senador do Illinois.
MIchigan e Florida consubstanciarão então a derradeira oportunidade para que Hillary possa aspirar à nomeação. A Senadora de Nova Iorque deverá apostar nisso, mantendo uma winning streak nos próximos estados (com excepção do Oregon, onde a vantagem de Obama parece cada vez mais consistente). Acontece, porém que bastará uma decisão contrária às suas aspirações para acabar com as suas hipóteses. Repete-se o repto: ainda é possível.
Obama encontra-se numa situação que podemos considerar paralela à de John McCain há algum tempo: Quando Mitt Romney abandonou a corrida e Huckabee insistiu na manutenção, continuou a ganhar algumas primárias (por largas margens) a McCain. Hillary Clinton será a preferência destes “nichos” de eleitores, contudo tal não significará que com uma boa campanha, da parte de Barack Obama, ele não consiga contar com estes votos.
A solução dos seus problemas não deverá nem poderá ser a escolha de Hillary Clinton como running mate. Caso o faça, tal significará a destruição de toda a mensagem que a campanha de Barack Obama tem vindo a passar. Tal solução passará a mensagem de que, para Obama, vale tudo para vencer a Casa Branca e isto pode fazê-lo perder mais votos dos que eventualmente ganharia com a jogada. Demasiado arriscado.










