A campanha que agita a América e o Mundo

12 02 2008

Pedro Vaz

Sócio ITD

A atenção dispensada, já hoje, pela comunidade internacional (Portugal incluído) às eleições presidenciais norte-americanas, é maior que a curiosidade natural de políticos, analistas e politólogos acerca do circo eleitoral em torno das primárias. Do jogo eleitoral de quem elege quantos delegados, de quem ganha o “caucus” A, B ou C de quantos delegados tem o candidato x ou y que o levará à nomeação do seu partido (Democrata ou Republicano) no próximo Verão e por conseguinte à contenda eleitoral final para saber quem será em Janeiro de 2009 o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.

Apesar de as noites passadas em frente ao televisor na CNN ou na NBC e sentirmo-nos todos um pouco dentro da famosa série norte-americana “West Wing”, a realidade é que as eleições presidenciais americanas e o impacto das politicas económicas e de relações internacionais dos Estados Unidos são, no contexto global e geopolítico determinantes. Tendo mesmo os EUA recebido de Michael Lind o epíteto de Novo Império Romano. Não ousando tanto, o facto é que as implicações das políticas seguidas pelos Estados Unidos da América têm repercussões praticamente imediatas no dia-a-dia de quase todos os cidadãos do mundo. Veja-se como exemplo a recente crise económica mundial.

Posto isto, o interesse nos diversos candidatos que discutem as primárias dos seus partidos políticos em busca da tão almejada nomeação enquanto candidato a Presidente dos Estados Unidos seja mais que muito, inclusivé do lado de cá do oceano atlântico.

Muito já se escreveu e falou sobre esta corrida eleitoral, candidatos já desistiram, a Super-Tuesday já foi há uma semana e muito ainda está por definir. As estratégias de campanha jogam novas cartadas nos cenários possíveis, especialmente no campo dos Democratas, ainda que no campo dos Republicanos aquilo que parecia óbvio depois da Terça-feira passada e da desistência de Mitt Romney, teve um pequeno revés com o balão de oxigénio de Mike Huckabee no passado fim-de-semana que voltou a ganhar em estados do sul e dificultou em muito a vida a McCain em Washington. As coisas estão, portanto, ainda em aberto, se bem que, como disse, no lado republicano semi-fechado ou semi-aberto se assim o desejarmos.

Os desenvolvimentos recentes, pós Super Tuesday, mostram-nos, nas palavras do especialista em política norte-americana do The Times, Gerard Baker, um partido com um claro candidato que está muito dividido, e há um partido com dois candidatos muito unido. É isto que vemos a entrar-nos diariamente em nossas casas pela TV. Basta repararmos a necessidade de George W. Bush em ter que afirmar que John McCain é um verdadeiro republicano e termos visto um Jefferson-Jackson Dinner (jantar-comício democrata com ambos os candidatos) na Virgínia onde o entusiasmo dos apoiantes democratas estava nos píncaros.

A algumas horas de mais uma noite de primárias em Virgínia e Maryland e do Caucus do District of Columbia, as contas, quanto aos democratas, continuam difíceis, numa verdadeira disputa voto a voto, delegado a delegado. Apesar das projecções darem a vitória a Obama a expectativa é muita, até porque qualquer voto conta e um delegado a mais ou a menos pode fazer toda a diferença.

É por isso que não dou demasiado crédito às contagens de delegados existentes. A título de exemplo vemos a NBC a dar vantagem em delegados a Obama e a CNN a Hillary, se bem que com distâncias que correspondem praticamente a um empate técnico.

Muito ainda está em jogo, nesta campanha. O novo México ainda está em contagem, não sabemos se as primárias da Flórida serão trazidas para a ribalta.

Parece que depois de tudo se ter jogado na Super Tuesday, haverá mais uma cartada quando se votar no Texas, Ohio e Pensilvânia. Sei sim que hoje à noite estarei, novamente, agarrado ao televisor a ver e ouvir atentamente aquela que é, para mim, a campanha que pode mudar o mundo.

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