Pós Super-Terça II

7 03 2008

Joel Galvão

Investigador Estagiário ITD / ISCSP

Os Resultados mais recentes, Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont, estabeleceram um panorama novo no cenário eleitoral norte-americano.

Por um lado, John McCain ultrapassou a fasquia dos 1191 delegados eleitos, actualmente tem 1289, garantindo a nomeação republicana e provocando, instantaneamente, a desistência de Mike Huckabee, ex-Governador do Arkansas. Resta agora, um último competidor contra McCain. Trata-se de Ron Paul, membro da Câmara dos Representantes eleito pelo Texas, que já deu a entender que pode não se manter na corrida, uma vez que terá que se empenhar a fundo para garantir a sua reeleição para o órgão supracitado.

Por outro lado, a corrida Democrata ainda ficou mais confusa, após uma eleição que se esperava clarificadora, onde a generalidade dos media e opinion-makers apontavam para a consagração de Barack Obama. Tal não sucedeu, sendo que Hillary Clinton ressurgiu, vencendo no Texas, Ohio e Rhode Island. Acontece que as margens, não sendo tão grandes quanto a Senadora de Nova Iorque ambicionava, não lhe permitiram ficar ao mesmo nível de Obama, no que aos delegados eleitos diz respeito.

A questão que impera, prende-se com o que poderá esta vitória de Hillary significar. Das duas uma: Ou, a Senadora Clinton, continua a sua onda de vitórias nos Estados seguintes e consegue obter a nomeação, numas primárias altamente disputadas. Ou, por outro lado, esta vitória na Super Terça-Feira II poderá consubstanciar apenas um último suspiro rumo a uma derrota final, numas também disputadas primárias.

Tal impasse, sobre o desconhecimento do que será o resultado das primárias democratas, resulta não só das peculiaridades de cada um dos candidatos à nomeação Democrata, como também do carácter único e singular do povo e democracia americanas. Certamente que não encontraremos no panorama político mundial país onde tanta atenção dos media e da população sejam dispensados na escolha dos candidatos de cada partido a um cargo público.

Se tivermos em conta a definição de democracia de Alexis de Tocqueville, como “um governo em que o povo participa em maior ou menor grau” então podemos afirmar que ao observar o processo eleitoral americano, estaremos perante uma democracia altamente avançada.

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