A escolha de McCain: Sarah Palin

30 08 2008

A escolha de McCain da Governadora do Alaska, Sarah Palin, para sua Running Mate foi uma total surpresa. Este factor (surpresa) conseguiu logo à partida um primeiro objectivo: apagar por completo a presença do discurso de encerramento da Convenção Democrata dos media, que muitos consideraram como um dos seus melhores. Neste momento, a pouco mais de dois meses das Eleições, McCain, Palin e os republicanos dominam os media. A ideia era exactamente essa.

Quanto à escolhida, é vista como representante da base conservadora do GOP, uma nova cara que virá do exterior para reformar Washington e com experiência executiva: algo que nem Obama nem Biden têm. Mais, como mulher, mãe de cinco filhos (um deles com Síndroma de Down), fervorosamente pró-vida e caçadora de Alces (membro efectivo da National Rifle Association) irá servir de apelo ao voto com as mulheres (quiçá frustradas pela derrota e não nomeação de Clinton), aos moderados (ansiosos por uma mudança) e ainda solidificar o voto da tradicional base de apoio do GOP (pró-vida, NRA e 5 filhos). Posto isto, muitos dos republicanos, baseados nestes factores, afirmam tratar-se de uma excelente escolha.

Não obstante os mais que óbvios elogios dos republicanos, este não será o pensamento dos democratas. Primeiro, vêem a Governadora do Alaska como uma segunda escolha, uma vez que Mitt Romney não estará interessado, vislumbrando uma vaga de fundo daqui a quatro anos, seja para desafiar Obama ou para cumprir o segundo mandato do ciclo republicano, uma vez que será pouco provável um segundo mandato de McCain. Os democratas argumentam ainda com a total inexperiência de Palin que não estará preparada para a eventualidade de ter de ser empossada Commander-in-Chief, uma vez que no seu currículo conta  apenas com seis anos de experiência como Mayor de uma cidade de 5400 habitantes e 21 meses como Governadora de um Estado com um quarto da população de Brooklyn.

No que aos observadores mais isentos concerne, estes estarão certamente ainda a tentar descobrir o verdadeiro significado desta opção. Ora, se o principal argumento de McCain diz respeito à sua superior experiência em relação a Barack Obama, como pode a sua primeira esolha pessoal ser alguém com tão pouca experiência? Não lhe retirará isso algum significado àquela que até agora tem vindo a ser a sua campanha? Com tantos nomes com garantia de experiência (Romney, Ridge, Pawlenty ou Sanford) porquê uma total desconhecida que, ainda por cima, está a ser investigada por eventuais problemas éticos no poder legislativo Estadual (que os próprios republicanos controlam)? No que estará a campanha do Senador do Arizona a pensar?

A resposta poderá estar numa mudança de paradigma. Ou seja, depois de desgastar o argumento da falta de experiência ( que Obama rebateu de forma brilhante no encerramento da Convenção), tenta uma nova abordagem. Um Maverick acompanhado de uma mulher, que tentará angariar os votos os eleitores frustrados com a não nomeação de Hillary Clinton que obviamente correspondem às divisões criadas no seio dos Democratas. Estes votos somados à tradicional base de apoio do GOP poderão muito bem significar uma eleição garantida.

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