Convenção Republicana I – 1º Dia a meio gás

3 09 2008

A Convenção Republicana começou na segunda feira, com a intenção de nomear oficialmente John McCain e Sarah Palin como candidatos do Partido Republicano à Casa Branca. No primeiro dia, os trabalhos da Convenção foram reduzidos ao mínimo, devido à passagem do Furacão Gustav pelo sul do País, atitude que John McCain justificou com o seguinte:

“I pledge that tomorrow night, and if necessary throughout our convention… to act as Americans, not Republicans”

Esta é sem dúvida uma declaração pela qual espera ser felicitado, tal e qual como se o partidarismo fosse algo estranho a uma convenção política. Para pensar desta forma, McCain não deve ter visto a Convenção Democrata e, particularmente, o discurso de Barack Obama, com boa parte do tempo a ser dispensado para ataques ao Presidente George W. Bush, ao Partido Republicano e ao próprio John McCain.

Esta foto, presente no site da Casa Branca, do Presidente George W. Bush a celebrar o 69º aniversário do Senador John McCain. A foto foi produzida exactamente no dia 29 de Agosto de 2005, no qual a catástrofe Katrina se abateu sobre Nova Orleães. Mas existem outros motivos:

Primeiro: Ter, numa Convenção, todos os republicanos a concordar com a total inexperiência de Obama, enquanto o furacão Gustav varria novamente o Sul do País, só iria lembrar o pouco que a administração republicana fez na altura e que a inexperiência é algo comum aos dois partidos.

Segundo: A campanha de John McCain compreende perfeitamente que quanto mais os Democratas o conseguirem associar com Bush, mais independentes irão acreditar que o seu primeiro mandato será igual a um terceiro mandato de Bush. Não obstante esta certeza, McCain não poderia dizer ao presidente em exercício (que metade do seu Partido ainda adora) para ir fazer outra coisa, com medo de alienar os apoiantes de Bush. O Furacão retira, convenientemente, Bush da Convenção.

Mais: A possibilidade de fazer da Convenção um memorial às vítimas do Katrina permite não criticar directamente as crenças e capacidades políticas de Bush, mas antes afirmar que, com McCain é possível fazer melhor. Assim mantém a sua postura de Maverick, essencial com os eleitores independentes, e não belisca o apoio dos tradicionais eleitores do GOP.

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