O Fantasma volta a pairar

3 11 2008

Os republicanos apostam nos últimos momentos numa robocall em que utilizam as palavras da Senadora Hillary Clinton contra Barack Obama durante o período das primárias.

Nestes dias que antecedem a campanha, o RNC volta a apostar em reanimar as divergências entre os democratas resultantes das disputadíssimas primárias democratas. A ideia será, como nos parece óbvio, não dar espaço de manobra para responder.





RNC ataca

28 10 2008

Mais uma vez, os republicanos atacam Barack Obama pelas suas posturas pró redistribuição. Neste vídeo de um minuto, fazem alusão aos comentários do candidato democrata sobre o célebre “Joe The Plumber” e ainda a uma entrevista sua numa rádio de Chicago em Setembro de 2001.





Bill Clinton – Um Reforço para Obama

26 10 2008

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Bill Clinton está, neste momento, preparado para se juntar à campanha de Barack Obama, sendo esta uma evidente prova de que os Democratas querem colocar de lado as desavenças da primary season e apostar tudo o que têm nestes últimos dez dias.

Hillary Clinton não estará presente no evento, mas já anteriormente promoveu uma acção de campanha favorável a Obama no decisivo Estado da Florida.





A escolha de McCain: Sarah Palin

30 08 2008

A escolha de McCain da Governadora do Alaska, Sarah Palin, para sua Running Mate foi uma total surpresa. Este factor (surpresa) conseguiu logo à partida um primeiro objectivo: apagar por completo a presença do discurso de encerramento da Convenção Democrata dos media, que muitos consideraram como um dos seus melhores. Neste momento, a pouco mais de dois meses das Eleições, McCain, Palin e os republicanos dominam os media. A ideia era exactamente essa.

Quanto à escolhida, é vista como representante da base conservadora do GOP, uma nova cara que virá do exterior para reformar Washington e com experiência executiva: algo que nem Obama nem Biden têm. Mais, como mulher, mãe de cinco filhos (um deles com Síndroma de Down), fervorosamente pró-vida e caçadora de Alces (membro efectivo da National Rifle Association) irá servir de apelo ao voto com as mulheres (quiçá frustradas pela derrota e não nomeação de Clinton), aos moderados (ansiosos por uma mudança) e ainda solidificar o voto da tradicional base de apoio do GOP (pró-vida, NRA e 5 filhos). Posto isto, muitos dos republicanos, baseados nestes factores, afirmam tratar-se de uma excelente escolha.

Não obstante os mais que óbvios elogios dos republicanos, este não será o pensamento dos democratas. Primeiro, vêem a Governadora do Alaska como uma segunda escolha, uma vez que Mitt Romney não estará interessado, vislumbrando uma vaga de fundo daqui a quatro anos, seja para desafiar Obama ou para cumprir o segundo mandato do ciclo republicano, uma vez que será pouco provável um segundo mandato de McCain. Os democratas argumentam ainda com a total inexperiência de Palin que não estará preparada para a eventualidade de ter de ser empossada Commander-in-Chief, uma vez que no seu currículo conta  apenas com seis anos de experiência como Mayor de uma cidade de 5400 habitantes e 21 meses como Governadora de um Estado com um quarto da população de Brooklyn.

No que aos observadores mais isentos concerne, estes estarão certamente ainda a tentar descobrir o verdadeiro significado desta opção. Ora, se o principal argumento de McCain diz respeito à sua superior experiência em relação a Barack Obama, como pode a sua primeira esolha pessoal ser alguém com tão pouca experiência? Não lhe retirará isso algum significado àquela que até agora tem vindo a ser a sua campanha? Com tantos nomes com garantia de experiência (Romney, Ridge, Pawlenty ou Sanford) porquê uma total desconhecida que, ainda por cima, está a ser investigada por eventuais problemas éticos no poder legislativo Estadual (que os próprios republicanos controlam)? No que estará a campanha do Senador do Arizona a pensar?

A resposta poderá estar numa mudança de paradigma. Ou seja, depois de desgastar o argumento da falta de experiência ( que Obama rebateu de forma brilhante no encerramento da Convenção), tenta uma nova abordagem. Um Maverick acompanhado de uma mulher, que tentará angariar os votos os eleitores frustrados com a não nomeação de Hillary Clinton que obviamente correspondem às divisões criadas no seio dos Democratas. Estes votos somados à tradicional base de apoio do GOP poderão muito bem significar uma eleição garantida.





Eleições a Sério!

29 08 2008

Nuno Emanuel Campilho

www.geometriavariavel.blogspot.com

Investigador Instituto Transatlântico Democrático

Quando no próximo dia 4 de Novembro, o povo norte-americano escolher o sucessor de George W. Bush, eu voltarei a ler este artigo e espero – para bem da minha sanidade intelectual – não fazer delete!

O Obama Show não me convence e eu penso que não estará a convencer muitas outras pessoas, sobretudo aquelas que Obama precisa de convencer e eu não sou uma delas, pois voto em Portugal e terei a minha dose de eleições no próximo ano…três (!) que, infelizmente, não fazem uma (esta)!

Começa por não conseguir convencer metade das 18 milhões de pessoas que votaram em Hillary Clinton, continuando para os 10% de eleitores que acham que ele é muçulmano e outros 10% que nunca votarão num negro. Se considerarmos que os 9 milhões de Democratas ainda dispersos farão o seu “dever”, Obama ainda necessita, no mínimo, de dividir o eleitorado com McCain, pois não se pode esquecer dos 20% que não votarão nele. Pode sempre, atendendo às razões “americanadas” que os levam a pensar assim, e com alguma propriedade, ponderar que desses 20%, uma considerável percentagem não se deslocará às urnas pelas mais variadas situações, desde o “armageddon” à insanidade, passando pela mais “saudável” ebriedade juvenil ou “vintage”; a que se podem acrescer aqueles que, indo às urnas, votarão no Rato Mickey ou no Homem-Aranha!

Este é, do meu ponto de vista, o grande (único!) e verdadeiro desafio de Obama. E é simples, pois se ele aglutinar o eleitorado ainda dividido em “sua casa” e dividir o restante eleitorado com McCain, pode ter francas possibilidades de ser o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.

De todo o modo e ao contrário do que a maior parte dos opinion makers e dos trouble makers vaticinavam, não é isso que dizem as mais recentes sondagens. Segundo a pesquisa Reuters/Zogby (20 de Agosto), McCain acumula 46% dos votos contra 41% de Obama, o que contraria os sete pontos percentuais que o senador de Illinois tinha a seu favor desde Junho. Já o credenciado Los Angeles Times (19 de Agosto), publicava uma sondagem onde a diferença entre os dois candidatos – ainda que favorável a Obama – se cifrava nos 2% (45% x 43%), dentro de uma margem de erro de 2% e considerando que, em Junho, a sondagem realizada pelo mesmo instituto dava uma vantagem de 12 pontos a Obama. Convém, no entanto, destacar alguns dos dados obtidos, vejamos:

– Se mais de sete em cada 10 eleitores afirmam que os Estados Unidos estão prontos para eleger um Presidente negro, existem 17% a afirmar que o país não está preparado para o fazer, o que justifica que os eleitores brancos escolhem maioritariamente McCain, com um resultado de 47% contra 36%.

– 80% consideram que McCain tem as qualidades necessárias para ser Presidente, contra 48% que consideram que Barack Obama não tem experiência para o ser.

– 84% avaliam McCain como muito patriota enquanto que apenas 55% têm essa opinião relativamente a Obama.

Entretanto, parecendo querer animar as hostes e pôr à prova o valor dos candidatos na área onde mais se tem movimentado – bem ou mal, não é tema para este artigo – o actual Presidente (sim, os EUA ainda têm Presidente!), eis que surge o “caso” Ossétia do Sul…Abhkázia…Geórgia…Rússia!

E, aqui, voltamos a ter um Obama um pouco titubeante. Enquanto McCain tem mantido um discurso ao longo dos anos mais duro que o do Presidente George W. Bush, tendo chegado a apelar à expulsão da Rússia das reuniões do Grupo G8 e a dizer que olhou nos olhos de Putin – e ao contrário de Bush que lhe viu a alma – e viu três letras: um K, um G e um B; Obama disse que era importante que todas as partes mostrassem contenção e terminassem o conflito armado.

Um analista político do American Enterprise Institute defende que McCain dirá que sabe do que está a falar e que é suficientemente “duro” para lidar com esta situação e com qualquer outra na área da política externa; já Obama dirá que sabe do que está a falar e que é suficientemente “flexível” para não lidar com esta situação e com qualquer outra na área da política externa, da mesma forma que McCain o fará.

Entrar em oposição com McCain nestas matérias, não me parece ser o mais avisado e como reconheço em Obama um nível superior de inteligência, julgo que está na altura de deixar “brilhar” o seu recém-nomeado candidato a vice-presidente, Joe Biden, por sinal, uma escolha, também ela, muito inteligente.

Não por acaso, vimos surgir um Obama mais decidido na condenação dura feita ao reconhecimento russo da independência das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, aliás, desta vez, Obama tomou a dianteira e pronunciou-se antes de McCain que, no inicio deste “caso” e quase em primeira mão, fez duras críticas à posição do Kremlin e aproveitou para atacar a inexperiência de Obama em assuntos internacionais.

Em jeito de balanço deste “caso”, gostaria, ainda, de destacar, as palavras de Clive Crook, Colunista do “Financial Times”, que criticou Obama e McCain por terem olhado para a Geórgia de um prisma eleitoralista, ao invés de concertarem posições sobre o assunto.

Por fim, não gostaria de terminar sem expor o que, na minha opinião, é o facto que vai, verdadeiramente, condicionar esta eleição. E esse facto é o de os Clinton preferirem McCain a Obama!

Passo a explicar:

Caso ganhe as eleições, John McCain, com 72 anos a celebrar amanhã, não fará mais que um mandato. Aliás, atentem à escolha do seu candidato a vice-presidente e verão se não estaremos perante uma nova geração de republicano(s) pronto a assumir a candidatura da presidência daqui a 4 anos. A “dinastia” Bush acabou, os neo-conservadores vêm o seu sucesso a esfumar-se e a sua esperança não é, certamente, John McCain. Aliás, McCain, se bem se lembram, chegou a ser dado como derrotado nas primárias do seu partido, como chegou a ser dado como derrotado nas gerais para o país. E isso não foi, nem é por acaso. Qualquer candidato republicano, há um ano a esta parte, era “carne para canhão”, era para perder. Só que a vaga de fundo Democrata gerou um candidato cheio de anti-corpos e, de repente, os Republicanos podem ganhar outra vez. Mas não se podem perpetuar. E se os Republicanos apostam num vice-presidente, os Democratas (mais concretamente os Clinton) apostam numa ex-futura Presidente…Hillary Clinton!

Obama, com os seus 47 anos completados no inicio deste mês, fará, se ganhar, os dois mandatos “da ordem”. E se Hillary daqui a 4 anos terá 66 anos (em Outubro completará 62 anos de idade), daqui a oito anos já terá 70 anos e, ainda que alegue candidatar-se com uma idade inferior à actual de McCain, não pode deixar de esperar uma derrota face ao natural desgaste Democrata e à nova vaga Republicana.

O mandato que se avizinha não será fácil, independentemente do vencedor. Mas mais desgastante e difícil será para um homem com o perfil de McCain. Estou certo que não guardará forças (nem as medirá durante, pois tem-se revelado, de facto, um politico de grande “estofo”) depois de lidar com a Rússia no prolongamento do “caso” em vigor; de gerir a retirada das tropas do Iraque; de manter o status quo no Afeganistão e no Paquistão; de suster o embate económico da inevitável China, mas, também, da Índia, do Japão, da África do Sul, do Brasil e até de alguns mais bem comportados países árabes; de enfrentar o desafio energético e as alterações climáticas; e de se afundar nos inúmeros problemas domésticos, dos quais não posso deixar de destacar a continuada crise no sector de crédito sub prime.

Este é o clima mais favorável para os Clinton. Porque se a “dinastia” Bush acabou (paz à sua alma!), a “dinastia” Clinton, na pose majestática dos seus protagonistas, está aí “para as curvas”.

Se, como disse acima, o grande (único!) e verdadeiro desafio de Obama é aglutinar o eleitorado ainda dividido em “sua casa” e se desses 18 milhões, metade ainda é “fiel” a Hillary, não antevejo grandes esforços conjugados. Faz lembrar “aquele” discurso, “eu apoio publicamente, pois não posso deixar de o fazer, tenho responsabilidades, agora…vocês é que sabem!”





Convenção Democrata X

29 08 2008

Moção, apresentada por Hillary Clinton, que suspendeu a votação e permitiu a nomeação de Barack Obama por aclamação.





Convenção Democrata IX

28 08 2008

No final do segundo dia da Convenção Democrata, Hillary Clinton encerrou os trabalhos com um não brilhante mas empolgante discurso, numa derradeira tentativa de evitar a deserção dos seus apoiantes para o candidato republicano, John McCain.