É possível ser eleito Presidente com menos votos do que o adversário directo?

Com a adopção deste sistema eleitoral maioritário, abre-se a possibilidade de existir uma minoria de votos do eleitorado e uma maioria de eleitores presidenciais, visto que é indiferente que um candidato tenha uma vitória esmagadora ou uma maioria tangencial num determinado Estado, pois elege sempre o mesmo número de eleitores presidenciais. Desta forma, os votos do candidato derrotado em cada Estado não vão servir para nada.

Por exemplo, em 2000, George W. Bush obteve 271 eleitores presidenciais, contra 267 de Al Gore. Contudo, Gore totalizou à volta de 51 milhões de votos, enquanto Bush contabilizou 50,5, mas viu a presidência escapar-se-lhe depois do voto da Florida. Neste Estado em cerca de 7 milhões de sufrágios, Bush ganhou a Al Gore por 537 votos.

Face a este sistema eleitoral, os candidatos praticamente não fazem campanha naqueles Estados em que já se sabe previamente quem vai ganhar, já que os votos do derrotado nunca serão traduzidos em número de grandes eleitores. Desta forma, os candidatos nesses Estados compram poucos anúncios televisivos e raramente aparecem em comícios, acabando as campanhas por concentrar-se um grupo de Estados, onde o resultado é imprevisível, os chamados “Estados indecisos”.

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