O voto em mulheres é contagioso

11 01 2008

Sofia Dias

Num artigo de opinião publicado hoje no Washington Post, Madeleine M. Kunin, ex-Governadora do Vermont e apoiante de Hillary Clinton, afirma que o voto em mulheres é contagioso, isto é, quanto mais os titulares de cargos políticos eleitos são mulheres, maior é a predisposição do eleitorado para votar em mulheres. Fundamenta esta sua tese, que explicaria o facto de Hillary Clinton ter obtido uma maior percentagem do voto feminino no New Hampshire, na circunstância deste Estado já ter tido três Governadoras e de 38.5% dos seus eleitos no Senado e Congresso estaduais serem mulheres. Diferentemente, no Iowa, nunca houve uma mulher Governadora, nem foi eleita nenhuma Congressista.

O fundamento de Madeleine Kunin é o de que, quando entra na trivialidade o facto de haver mulheres eleitas, não só cria uma maior abertura para que outras mulheres enveredem pela política, por emulação, mas também quebra barreiras quanto ao voto em candidatas, por neutralização de preconceitos.

Claro que esta ideia continuará a ser testada no decurso das Primárias, o que constitui um ponto adicional de análise, e pode até vir a ser infirmada, mas não deixa de ser muito interessante.

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